
Sejam muito bem-vindos à Capital Projects News!
Há muito tempo queria ter uma presença mais frequente por aqui, com artigos que realmente agregassem valor ao dia a dia de quem trabalha com gestão de projetos, projetos de capital e infraestrutura.
Mas como acontece com muitos de nós, o tempo acaba sendo escasso. A rotina da consultoria, o Capital Projects Podcast, os treinamentos… e escrever com calma nem sempre cabe na agenda.
Agora, encontrei um caminho: uma newsletter quinzenal, com textos curtos e relevantes para quem vive os desafios dos projetos complexos.
Sempre recebo mensagens com repercussão do que escrevo por aqui e é essa conexão que me motiva a compartilhar mais.
Para começar, quero compartilhar um pouco da minha trajetória – pois acredito que possa motivar, especialmente quem está chegando agora no universo da engenharia e dos projetos!
A frustração de um jovem engenheiro (e o início de uma transformação)
Sou formado em Engenharia Civil, com muito orgulho, pela Universidade Federal do Paraná (aliás, esse ano, celebro 25 anos de formado!). Meu grande sonho sempre foi trabalhar em grandes obras de infraestrutura ou em projetos industriais de grande porte.
Saí da faculdade no ano 2000, um período de crise e bastante desfavorável. Mas, pouco tempo depois, surgiu uma oportunidade incrível: trabalhar em um grande projeto industrial.
Lá fui eu, cheio de expectativas, animado com o desafio, e com a sensação de estar seguindo exatamente o caminho que eu sempre havia sonhado.
Mas a realidade foi bem mais dura do que eu imaginava.
Assim que cheguei naquele projeto, percebi o quanto eu estava despreparado para enfrentar os desafios de um empreendimento complexo. A verdade é que a faculdade tinha me preparado para ser um engenheiro calculista.
Eu dominava cálculo estrutural: concreto, aço, madeira, estruturas pré-fabricadas, protendidas… até de cabeça pra baixo, se fosse o caso!
Mas não tive nenhuma disciplina sobre administração, não fazia ideia do que era gestão de projetos e tampouco tinha base sólida em planejamento.
Resultado: sofri (e muito!!!) nesse projeto.
Era um projeto em fast-tracking, onde a engenharia chegava praticamente junto com a montagem no campo. Eu recebia as plantas quase no dia de montar as formas e armaduras (isso quando o projeto não mudava poucas horas antes da concretagem).
O cliente mudava o escopo no meio do caminho e a pressão era enorme. E eu tive que aprender, na marra, que se eu quisesse realmente ter sucesso nesse tipo de projeto, eu precisaria me capacitar muito mais.
Conhecendo a gestão de projetos — e encontrando meu caminho
Essa inquietação me levou a buscar mais preparo, como a pós-graduação em Gerenciamento de Obras, na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), onde tive meu primeiro contato com a gestão de projetos. Foi “amor à primeira vista”.
Fui muito incentivado pelo professor Silvio Wille, que mais tarde me convidou para ser sócio dele em uma consultoria em Curitiba. Passei a estudar o tema com profundidade e, naquela empresa, comecei a ajudar clientes a aplicar as boas práticas de gestão de projetos no mundo real.
Busquei a certificação PMP (que tenho desde 2005) e comecei a treinar outros profissionais.
Os resultados dos clientes deixavam claro: quando a gestão é bem feita, os projetos entregam mais.
E foi aí que tive certeza: mesmo depois das dúvidas, eu estava no caminho certo.
A Metodologia FEL entrou na minha vida — e nunca mais saiu
Foi então que o destino me apresentou à Metodologia FEL.
Isso aconteceu alguns anos depois, já atuando em uma consultoria internacional, quando tive contato direto com projetos que aplicavam o Front-End Loading.
E ali tudo fez sentido.
Percebi, com clareza, que a Metodologia FEL é a gestão de projetos voltada para engenharia e construção.
Não é teoria, é prática! É estrutura! É o que separa um projeto descontrolado de um projeto maduro (ah, se eu soubesse disso naquele meu primeiro grande projeto, quantas noites de sono eu teria poupado…).
Desde então, passei a me dedicar integralmente ao tema.
Já apoiei clientes de diferentes países, em projetos dos mais variados portes, sempre com um mesmo objetivo: melhorar práticas, entender riscos e estruturar processos para entregar melhores resultados.
O que você vai ver por aqui
Nas próximas edições, vou trazer os fundamentos da Metodologia FEL, os erros mais comuns em projetos de capital e como enfrentar os dilemas da execução com processos bem definidos.
Por isso, se você valoriza esse tipo de conteúdo, entre no grupo VIP do WhatsApp – é lá que eu compartilho novos conteúdos, divulgo turmas de treinamentos e disponibilizo materiais gratuitos em primeira mão.
Eu quero te ouvir:
???? Você também se sentiu despreparado ao entrar no mercado de projetos?
???? A sua empresa aplica a Metodologia FEL ou ainda toma decisões importantes sem estrutura?
???? Quais temas você gostaria de ver nas próximas newsletters?
Nos vemos na próxima edição. Vamos juntos transformar a maturidade dos nossos projetos.



